Terça Setembro 26 , 2017
Text Size
   

Roteiro dos Cruzeiros

CRUZEIRO: grande cruz de pedra que se arvora ao ar livre, nos adros das igrejas, encruzilhadas, em praças, estradas, cemitérios, etc.

«A Cruz é o símbolo do infinito mistério de amor expresso no sofrimento e morte de Jesus, filho de Deus. É este mistério que contemplamos nos crucifixos erguidos nos nossos velhos e singelos cruzeiros. Eles não são especulações teológicas. São poemas em pedra que falam eloquentemente de amor infinito e de infinita misericórdia.» Pe João Parente.

Cruzeiros
Senhor dos Aflitos
Localizado no Lugar de Torneiros, sobre a via romana. Realizado em madeira pintada, tem cerca de 1,83 m de altura (haste vertical). Resguardada por alpendre de cimento, com grades de ferro, está a cruz de madeira com pontas trabalhadas, na qual foi executado o crucifixo em policromia, vivo. Na base da cruz pode ler-se a inscrição: N. Sr. dos AFLITOS ROGAI por NÓS. Data do século XIX. A pintura e o alpendre são recentes.

Cruzeiros
Senhor dos Aflitos (2006)
Podemos constatar que no restauro se procedeu a algumas alterações ao traçado original. Há cinco diferenças notórias: O formato do suporte da inscrição com as iniciais J.N.R.J; O esplendor; a coroa de espinhos; o pano de pudor ou avental e a posição das mãos. As alterações acentuam a fragilidade sofredora do Cristo crucificado, aproximando o ícone da realidade. O crucifixo é a imagem do sacrifício que antecede a morte e ressurreição.
Cruzeiros
Senhor da Cruz
Localizado na Qt. do Sobreiro, no Lugar de Torneiros. Realizado em granito, o conjunto tem cerca de 5 m de altura. É constituído por uma plataforma de dois degraus; base cubóide com soco e cornija, onde se lê: “N. Sr. DO EMPARO”; fuste fusiforme e capitel com astrágalo de estilete e toro, colarinho liso e ábaco quadrangular; a cruz simples forma um todo com o crucifixo vivo, de cabeça bem direita e com os dedos indicadores e médios estendidos no gesto de quem aponta ou abençoa. No reverso, a Virgem. Data de 1797, como se lê na base.